Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

My Sweet World

Dom | 02.08.15

Vou para a faculdade e agora?! - Regresso às Aulas #1

back-to-school.jpg

Oiiii!!!!

Aqui está o primeiro post da rubrica Regresso às Aulas, e como não poderia deixar de ser, dedicada às pessoas que este ano vão entrar para a faculdade e estão super nervosas (eu sei como é), que não sabem o que devem pensar sobre a praxe, se querem ser praxados ou não, se querem trajar, e um turbilhão de coisas novas que vão surgir nas vossas vidas a partir de agora. Venho-vos falar da minha experiência, pois é a que sei mais pormenores e espero que ajude.

Não posso falar sobre mudanças de casa e de tudo o que isso implica, pois a verdade é que estou a estudar em Lisboa, do outro lado do rio e por isso é como dantes, vou à faculdade, tenho aulas e volto para casa, a única diferença é o transporte.

Captura de ecrã 2015-08-30, às 22.13.08.png

 Estou a caminho do 2º ano da licenciatura de Design no IADE. O meu ano de caloira terminou (passou muito rápido) e, portanto, acho que tenho algumas dicas e informações que vos podem ser úteis se vão para a faculdade, se querem estudar design e claro se querem ir para o IADE.

Como não é segredo para ninguém uma das minhas paixões é a moda, e por isso toda a gente achava que eu ia seguir design de moda, aliás ainda agora ando a informar as pessoas que não estou a estudar para ser estilista. Na altura de escolher tive algum receio de seguir moda, pois é uma área um pouco complicada em Portugal de se trabalhar e conseguir ganhar dinheiro, pois vamos ser sinceros, só o sonho não basta, temos que pagar as contar e comer, então achei melhor ir para um curso mais geral, onde pudesse trabalhar em várias coisas e não apenas em moda, e aí apareceu o IADE com o curso de Design. É Design, sem especialidade, pois aprendemos um pouco de todas as áreas, claro que depois devemos tirar um mestrado na área que mais gostámos, mas assim conseguimos chegar a todas as áreas do design e que poderia estar aqui até amanhã a falar sobre as áreas todas onde são necessários designers.

A primeira impressão que tive da faculdade foi quando fui fazer a matricula, ainda não tinha acabado o 12º ano e fui com uma colega de turma que também foi para lá. O IADE é um edifício em Santos (estão a ver o McDonald's de Santos? Sim, é aquele edifício às cruzinhas). Foi um pouco estranho no início, pois nunca foi assim que imaginei uma faculdade, sempre imaginei como nos filmes, grande, salas gigantes, com relva, e isso tudo, mas no IADE se queres ir à rua apanhar ar tens mesmo de ir à rua, mas habituei-me e estou a adorar a faculdade. 

Nunca me inscrevi em open days para conhecer faculdades, pois decidi-me logo por uma, aliás nem concorri a mais nenhuma, mas aconselho, caso estejam indecisos, em inscreverem-se no Open Day das faculdades que mais vos interessam.

Captura de ecrã 2015-08-30, às 22.10.21.png

 Os primeiros dias incluíram apresentações, palestras e, claro, praxe! Ao contrário de muita gente nunca tive nenhum receio em relação às praxes, acho que a televisão só mostra o mau, e sim há praxes abusivas, há praxes más, mas sempre quiz experimentar, sempre quiz saber como era o famoso espirito académico e por isso quando me perguntavam se queria ser praxada nunca disse que não, mas sempre ciente que caso não gostasse que dizia adeus e ia à minha vida. E lá fui eu para a praxe, nervosa, claro, mas mais do que isso ansiosa. Sabem o que aconteceu, adorei cada minuto da praxe, cada jogo, cada atividade que os veteranos e a Comissão de Praxe preparou para os caloiros. Nunca senti abuso por parte dos veteranos, nunca me senti gozada, aliás pelo contrário, sempre senti um enorme respeito, muita preocupação. Houve jogos, brincadeira, músicas, também houve aquilo de não poder tratar o veterano por tu, e de não olhar nos olhos, e de o caloiro não ri, mas faz tudo parte de uma das melhores semanas da nossa vida académica. O melhor concelho que posso dar em relação à praxe é para não irem com uma ideia pré-formada, experimentarem e claro, se não gostarem podem dizer que não. Não podemos falar sem conhecer! Mas, claro que conheço muita gente que não foi à praxe e não foi por isso que deixou de se sentir integrado e de fazer amigos e conviver. 

O IADE é uma faculdade diferente e não é só no edifício, mas também no traje, no IADE não usamos o traje nacional, mas sim trajamos um kilt e no início foi estranho ver tantos rapazes de "saia", desculpem, de kilt (e sim, não usam boxers, não é um mito). Em relação ao traje, ainda têm tempo para pensar, pois é só no final do ano que é o enterro, mas para mim sempre foi um sonho trajar. Aqui cabe a decisão a cada um, eu pessoalmente adoro a tradição e apesar de no IADE termos um traje diferente não é menos simbólico, aliás pelo contrário, somos uma faculdade pequena e por isso muito mais unidos, protegemo-nos e defendemo-nos e ao nosso traje. Como costumamos dizer, somos uma família, a família IADE.

91744a90b6c60b89787d684552793557.jpg

Em relação ao segundo ano, confesso que tenho boas expetativas. Estou curiosa com algumas cadeiras, especialmente com Design de Comunicação. 

Sei que muitas pessoas têm medo de não se integrar e não fazer amigos, mas a meu ver não há melhor sítio do que a universidade para tal, pois há mais pessoas como vocês. Afinal, no mesmo espaço encontramos imensas pessoas diferentes, vindas dos mais diversos sítios do país, com idades e gostos diferentes, mas ainda assim é claro que têm interesses em comum, se não, não estariam a estudar o mesmo, ao contrário do que acontece na escola, onde ainda ninguém escolheu áreas e isto nota-se ainda mais na minha área que tem haver com artes. A maioria das pessoas segue ciências no secundário e olham sempre de lado para as turmas de artes, então na faculdade sentimos que afinal há mais gente a partilhar os mesmos gostos que nós.

É importante dizer que não é por terem que estudar bastante que devem deixar de ter vida social. Um dos desafios que enfrentei este ano foi conciliar os estudos, com as festas da faculdade e ainda assim conseguir estar com os amigos de sempre e claro a família.